Resumo: | As sombras: "Pascoaes representa diferentes sombras, do passado, do vento, da vida, do amor, e também de figuras como Eurídice, Jesus, Pã, Deus e o Homem. Após a leitura de "As Sombras", Miguel de Unamuno caracterizou Pascoaes como um ser eleito, “que dizia adeus ao sol, falava ao vento, saudava a aurora e lia no infinito”." (https://www.fnac.pt/As-Sombras-A-Ventura-Jesus-e-Pa-Teixeira-de-Pascoaes/a676311). - Senhora da noite:"Espera o Poeta, com a sombra de uma lira nas mãos, a aparição da “erma donzela” que surge com o cair da noite. A Senhora, percebendo que um vulto se atravessa no seu caminho, pergunta a quem pertence o vago perfil que lhe faz medo. Descreve-se o Poeta como sendo “a imaginação, fecunda e santa”, “a vida, e a luz de tudo” fora da qual “há a sombra indefinida, o espectro mudo”. E sobem aos cerros do Marão, onde a Senhora da Noite se metamorfoseia em aurora, sorrindo e despertando nocturnos sonhos, para logo se transformar em Senhora da tarde cobrindo vales, outeiros e pinheirais de negra solidão." (https://www.bookmaniacs.pt/teixeira-de-pascoaes-senhora-da-noite-1%C2%AA-edicao). - Marânus:"Este longo poema narrativo conta-nos a história de Marânus, o ser que divagava, "Consigo, pelo mundo solitário” e das suas deambulações pela serra do Marão, essa mística paisagem, onde o céu se casa intimamente com a terra”. Nos seus passeios, Marânus depara-se com figuras como a Saudade, uma Pastora, Dom Quixote e um Bruxo, mas a personagem que o apaixona é Eleonor, deusa por si criada e seu próprio espírito amoroso”. Como afirma Eduardo Lourenço, na sua introdução a este livro, Se os primeiros grandes poemas de Pascoaes repercutiam o movimento tumultuoso, a vaga vertiginosa dos poemas de Milton, ou orquestravam os grandes mistérios da existência na tonalidade dramática ou mágica de Hugo, Marânus é como uma lírica aventura da alma extasiada diante da Natureza, transtornada pelo Desejo, espécie de Lusíadas sem outro herói que Marânus. Adamastor eternamente rodeado de Eleonor, sua própria alma próxima e inacessível, enleado como Narciso num amor de si mesmo que só não é mortal porque esse amor é o amor de Todo e de Tudo.” Marânus foi publicado pela primeira vez em 1911, mas Teixeira de Pascoaes foi corrigindo-o, acrescentando e alterando durante a sua vida, reescrevendo-o até à exaustão, tornando-o um poema interminável." (https://www.fnac.pt/Maranus-Teixeira-de-Pascoaes/a836061) |
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